Lisboa e o Meu Saxofone
Lisboa, volto a sorrir,
H; mil sons pelo ar,
Fado e zouk a surgir,
Bossa nova a tocar.
Vou pela capital,
Tudo ; novo outra vez,
Perder-me ; coisa banal?
N;o, sei o que se fez!
Com portugu;s, tudo bem,
J; o pude comprovar,
Basta saber um pouco,
Para n;o se enganar.
Lisboa, Lisboa,
;s jazz na minha prosa,
;s fado que n;o chora,
;s a nota que me namora!
Lisboa, Lisboa,
;s rua, ;s mar, ;s brisa,
Meu sax beija a cidade,
E a cidade improvisa!
Na Baixa, o sax toquei,
Ganhei p;o e cerveja,
Sete sandes comprei,
Com o mar, que beleza!
Talvez toque desafinado,
Como Jobim, noutra can;;o,
Mas o meu sax apaixonado
Toca direto ao cora;;o.
No Bairro Alto h; jazz,
A malta gasta ; vontade,
Faltar ; jam? Jamais!
Tocar ; felicidade.
Em Alfama, volto atr;s,
Na Idade M;dia a passear,
No el;trico vou em paz,
De corpo e alma a descansar.
Em Bel;m, que imensid;o,
Dos Descobrimentos, mem;ria,
A vista prende a aten;;o,
E o transporte ; uma gl;ria.
Santa Luzia, que vista,
N;o h; espa;o para estar,
Meu sax com a paisagem
Parece at; cantar.
Derreti cora;;es,
Ganhei dinheiro a tocar,
Fui fundo e can;;es,
Folhas levadas pelo mar.
Portugu;s, doce som,
Tento tudo para aprender,
Cristo Rei, bra;os abertos,
Fado a aquecer o ser.
Voltarei a Lisboa,
Pelas ruas vou andar
Toco sax, a vida ; boa,
E por dinheiro vou tocar!
Lisboa, Lisboa,
;s jazz na minha prosa,
;s fado que n;o chora,
;s a nota que me namora!
Lisboa, Lisboa,
;s rua, ;s mar, ;s brisa,
Meu sax beija a cidade,
E a cidade improvisa!
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