Com dinheiro compro o mundo
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Com dinheiro compro o mundo inteiro,
Mas sa;de n;o vem na carteira.
Dou um sorriso ao banqueiro,
E a mais bela sorri na primeira.
Dinheiro abre portas sem demora,
E compra chaves de ouro brilhante.
Mas se o respeito foge l; fora,
Nem todo o ouro o faz elegante.
Com notas viajo sem destino,
Vejo Paris, Lisboa e Madrid.
Depois regresso pobre ao meu tino,
;Mas trago hist;rias para o pa;s.
Dinheiro compra vinho e jantar,
E at; reserva a melhor mesa.
Mas quando o amor quer ficar,
N;o h; cart;o que pague a beleza.
Tenho dinheiro, tenho um carro,
Brilha mais que o sol no ver;o.
Mas se me falta um bom amigo,
De que me serve tanta ostenta;;o?
Com dinheiro compro inspira;;o,
Vou para o mar, vejo outro c;u.
Volto cheio de uma can;;o,
E gasto o resto num bom pastel.
Dinheiro compra fato elegante,
Sapato fino, rel;gio dourado.
Mas se eu falar como arrogante,
Fico sozinho, bem engomado.
Tenho dinheiro, compro a lua,
Ou pelo menos tento comprar.
Mas quando a noite fica escura,
Nem uma nota a pode iluminar.
Dinheiro ; chave de muita porta,
E abre cofres com grande prazer.
Mas se a sorte fecha a sua porta,
Nem todo o euro a faz ceder.
Gasto comigo, amigos e o bem,
Porque a vida depressa se vai.
N;o levo um euro quando morrer,
Mas gasto tudo — e isso ; que me distrai!
Dinheiro, dinheiro, vem c;!
Quando te apanho, j; vais a voar!
Abres portas, pagas o bar,
E no fim do m;s, vais-te apagar!
Dinheiro, dinheiro, que confus;o!;
D;s-me prazer e preocupa;;o!
Compro viagens, vinho e p;o,
E fico milion;rio… em imagina;;o!
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